domingo, 5 de julho de 2009

Jornalismo X Medicina

(retirado do portal G1)

O futuro do Jornalismo está cada vez mais preocupante. Não bastassem as "pautas inventadas" para construir matérias onde sequer existem notícias, agora é preciso lidar com as manchetes bizarras que vemos por aí.

Mulher do braço rabiscado diz que parto no corredor salvaria bebê

Ao ler isso, começamos a fazer as perguntas básicas e, a primeira que vem à tona é: o que é que o cu tem a ver com as carça - qual a relação entre uma mulher de braço rabiscado e um parto no corredor??
Depois disso, pensamos: a linha fina (que vem logo abaixo da manchete) deve explicar o sentido disso...

Ela reafirmou que médico do Miguel Couto escreveu no seu braço.
Vítima soube que perdeu o bebê ao ser socorrida na Zona Norte.


As duas frases sequer explicam a si mesmas, muito menos trazem alguma resposta às dúvidas deixadas pelo título da matéria.

Deixando de lado tudo isso, melhor ainda é analisar o conteúdo da matéria. A grávida, prestes a dar luz, chega ao hospital e é "atendida" pelo médico. Este, porém, em vez de lhe dar a vida que ela carrega no útero, apenas lhe mostra a lotação do hospital, justificando a razão pela qual seria impossível atendê-la ali. No entanto, a bondade do médico lhe permitiu ainda ajudar sua paciente. Com uma caneta prescreveu sua "receita" ali mesmo, no braço da moça: escreveu o nome da maternidade para onde ela deveria se dirigir e mais, o ônibus que a levaria até lá! Quanta generosidade em um só doutor! Obviamente, o bebê não resistiu.

Agora, escolha qual é a melhor tragicomédia aqui narrada:

a)
A qualidade cada vez maior do jornalismo feito neste país (agora com ou sem diploma)
b) A qualidade do médico que deixou de fazer um parto para "receitar" a morte de um bebê

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